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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Catimbó

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Catimbó é uma pratica mágica baseada no Cristianismo de onde apóia toda a sua doutrina religiosa. O Catimbó não inventa Deuses ou os importa da África porque não faz parte das religiões afro-brasileiras. Isto pode parecer polêmico, mas, o Catimbó não é afro, não é Candomblé e não é a Umbanda como se conhece comumente, mas pode ser considerado uma manifestação de Umbanda.
Catimbó não é uma religião ou seita. Podemos de considerá-lo um culto, uma vez que não encontrarmos os elementos estruturados que são característicos, como os fundamentos religiosos próprios, com liturgias e dogmas. O Catimbó se apóia totalmente na religião católica, apesar de guardar um pouco das práticas pagãs, vindas da bruxaria européia.
Ele pode se parecer um pouco com a Umbanda, mas, nem um pouco com o Candomblé. A semelhança com a Umbanda é devido ao trabalho com entidades incorporadas. Entretanto, os Mestres do Catimbó possuem uma teatralidade de incorporação muito típica e discreta, e o Catimbó esta longe do “ trabalho de palco” da Umbanda. Outra infeliz coincidência é a presença da entidade Zé Pelintra que no Catimbó é dito como mestre e na Umbanda é muito cultuado como Exu e malandro. Catimbó não é a Umbanda que você conhece!
O Catimbó tem uma raiz índia que foi se perdendo com o tempo. Não há dúvida que o Catimbó é Xamanista com muita práticas de pajelança, mas, não é baseados em Caboclos e sim em Mestres, apesar de os Caboclos também terem participação. O Catimbó não é muito diferente ou melhor do que estes cultos que citamos, não podemos dizer inclusive que suas entidades sejam de nível superior, pelo contrário, sob o ponto de vista espírita-kardecista são ainda entidades de baixa energia e que guardam muitas referências com a última vida que tiveram em "terra fria".
No Catimbó faz se o bem, através de curas, problemas sentimentais, mas, também o mal, dependendo da cabeça de que o dirige, infelizmente, como em outras práticas. O Catimbó é influenciado pela feitiçaria européia de onde adotou várias práticas.
O Catimbó é uma reunião alegre e festiva quando em sua forma de roda (ou gira), mas, pela falta da corrente doutrinaria formal vários formatos serão encontrados, dependendo da “ ciência”, vidência, maturidade e ética de quem o dirige e realiza, podendo ser práticas bem soturnas O Catimbó e as religiões Afro-Brasileiras
O Catimbó não está ligado aos Orixás africanos. No Catimbó trabalham os Mestres, que foram pessoas que viveram e ao morrerem se "encantaram". Geralmente os mestres são ex-Catimbozeiros. O Catimbó não era cultuado na África e o Catimbó não cultua os Orixás das nações, de forma que os Mestres não lhes fazem ou devem obediência hierárquica. É claro que se o consulente ou o discípulo já for do Povo de Santo então existe um enredo, fundamento maior que o Catimbó, que deve ser respeitado devido ao nível espiritual maior dos Orixás.
Catimbó não é umbanda e se desenvolveu de forma paralela e independente. O Catimbó encontrou a umbanda nos grandes centros e ao receber pessoas que se desenvolveram na Umbanda, estas podem passar a receber suas entidades também no Catimbó, principalmente os Cablocos e Exus. Pelo mesmo processo no qual as pessoas que atuam na Umbanda vão agregando ao seu ritual prática de outros que eles encontram, o Catimbó foi confundido com a Umbanda.
De fato existem algumas similaridades na forma entre um e outro, mas a essência é outra. Considerar o Catimbó uma forma de umbanda, pode ser uma simplificação grosseira ou até mesmo um preconceito. O Catimbó é uma manifestação puramente Brasileira sem a importação de africanismos.
Mas até certo ponto esta confusão é justificável, ainda mais partindo da base de quem escreve sobre estas manifestações é de grandes centros e nestes locais vai encontrar muitas vezes os mestres misturados com os cablocos e exus de Umbanda.
Mas o Catimbó é bem diferente das religiões afro-brasileiras. Todo o trabalho e a força do Catimbó esta na Fumaça, e nas ervas, sendo o fumo, especialmente preparado, a sua forma primária de trabalho. O Catimbó não "arria" trabalho no chão de a sua magia vai pelo ar, no tempo, junto com sua fumaça. Muitos tem, com razão o que temer do Catimbó, mas, pessoas do bem nunca devem temer a ninguém.
No Catimbó São Pedro é São Pedro e não Xangô. Santo Antônio é Santo Antônio, Santa Terezinha é Santa Terezinha e assim por diante.
O Catimbó cultua ervas, símbolos e santos católicos, mas se tivermos que caracterizar qual é o principal objeto de culto não ha dúvida que são as ervas. O Catimbó tem como principal elemento a árvore da Jurema e todos os Mestres tem um erva de fundamento.
É claro que podem dizer que o Candomblé também é fundamentado em ervas e sem erva não se faz santo, mas, observe que apesar de importante as ervas (Ewé) no Candomblé, estas são um dos elementos que compõe o fundamento de cada Orixá. No Catimbó este é “o elemento” principal.
O Catimbó é o culto à Jurema
O Catimbó é o verdadeiro e único culto a árvore da Jurema.
A jurema é um arvore que floresce no agreste e na caatinga nordestina. Da casca de seu tronco e de suas raízes faz-se uma bebida mágico sagrada que alimenta e dá força aos “ encantados do outro mundo” . Acredita-se também que é essa bebida que permite aos homens entrar em contato com o mundo espiritual e os seres que lá residem, mas o Catimbó existe sem que seja necessário fazer ou beber a Jurema, Catimbó não é Santo Daime. Tal arvore é símbolo e núcleo de várias práticas mágico-religiosas de origem ameríndia. De fato, entre os diversos povos indígenas que habitaram o Nordeste, se fazia e em alguns deles ainda se faz o uso ritual desta bebida.
Este culto se difundiu dos sertões e agrestes nordestinos em direção às grandes cidades do litoral, onde elementos das ouras matrizes étnicas entraram em cena. Desse modo, o símbolo da árvore que liga o mundo terreno ao além, embora amarga (muito amarga...), dá sapiência aos que dela se alimentam, ganha novos significados, surgindo um mito com traços cristãos. Neste sentido a Jurema surge como a árvore que escondeu a “ sagrada família” dos soldados de Herodes, durante a fuga para o Egito, ganhando desde então suas propriedades mágico religiosas.
Onde Jesus descansou,que dá força e “ ciência”,A jurema é um pau sagrado,ao bom Mestre curador.
Ainda nessa perspectiva, juntaram-se na constituição desta forma de religiosidade popular outros elementos de origem européia como a magia e o culto aos santos do catolicismo popular.
Apesar de encontrarmos nos pontos de Umbanda a referência a Jurema é o Catimbó que tem a Jurema como o centro e principal elemento de seu culto. Cultos mágicos assemelhadosPajelança
Não se pode falar em Catimbó sem se referir à Pajelança. Ambos se identificam, muito embora em regiões diferentes. A Pajelança é uma forma de religião praticada no Amazonas, Pará e Piauí.
Sua prática reúne uma mistura heterogênea de rituais de várias outras religiões. Nela são encontrados ritos de Candomblé, Xangô, Catimb´, Espiritismo, Catolicismo e práticas de origem indígena.
Nas suas reuniões, o Pajé e as demais pessoas presentes bebem o tafiá (cachaça), enquanto o chefe dirigente se prepara para atender aos consulentes.
Após a invocação dos encantados que baixam, é feita a indagação da causa dos males que afligem este ou aquele filho. É também procurada a puçanga (receita) indicada para cada caso.
Os encantados que receitam, geralmente, são almas de animais que encarnam no Pajé. Caso oesse encantado não conheça o remédio eficaz, indica qual o meio a seguir.
O pajé sua sempre na mão o maracá e um feixe de plumas de ema. O único instrumento musical usado na Pajelança é o maracá que se transformam em instrumento mágico quando manejado por ele. Toré
O Toré de origem ameríndia, onde as pessoas buscam remédios para sua doenças, procuram, conselhos com os cablocos que baixam. O Mestre defuma receita aconselha. Certamente é o mesmo Catimbó dos arredores dos hrandes cenros nordestinos, onde destituídos de melhores pndições financeiras procuram-no como oráculo, para minorar seus penares e desditas.
No Toré não são invocados espíritos brancos, isto é, espíritos de pessoas que morrera. No Toré baixam só caboclos e tmbém alguns juremados. Juremado é o que está nos ares, quado ainda vivo bebeu jurema ou ao morrer estava sob uma juremeira. O juremado é um espírito em caboclizaçãoo que o torna não perigoso.
Terecô
È a denominação dada à religião afro-brasileira tradicional de codó. Além de muito difundido em outras cidades do interior e na capital maranhense, o terecô é também encontrado em outros estados da federação, integrado ao tambor-de-mina ou a umbanda.
Em Codó tanto no passado como na atualidade alguns terecozeiros ficaram também famosos realizando trabalhos de magia por solicitação de clientes ávidos por vingança, de políticos ou de pessoas dispostas a pagar por eles elevadas somas o que lhe valeu fama de terra do feitiço. Afirma-se que neste trabalhos e práticas terapêuticas os terecozeiros associam à sabedoria herdada de velhos africanos entos indígenas, práticas do Catimbó e da feitiçaria européia e que também apóiam no tambor-de-mina, na umbanda e na quimbanda que se encontra em expansão no codó.
Assentamentos
O principal assentamento de uma casa é a Jurema Preta. O correto é a casa ter uma Jurema plantada em seu terreno ou até mesmo dentro da sala de culto. Na falta de condições de se fazer isso então um tronco de jurema, preparado pelo mestre principal da casa deve ser colocado ou “assentado” debaixo da mesa de Jurema, dentro de uma vasilha de barro ou de louça, ficando escondido pela toalha da mesa. O que se coloca nesta vasilha e tronco diz respeito exclusivamente ao mestre da casa
O assentamento individual dos mestres é composto por pincipes e princesas que ficarão sobre a a mesa. As princesas são vasilhas redondas de vidro ou de louça dentro das quais é preparada a bebida sagrada e onde, em ocasiões específicas, são oferecidos aliments ou bebidas aos encantados. Os príncipes são taças ou copos, que normalmente estão cheios com água e eventualmente com alguma bebida do agrado da entidade. É comum ver nas mesas mais elaboradas uma complexa arrumação onde entra na composição príncipes, princesas e troncos.
O príncipe ou princesa é a menor unidade de simbolização de uma entidade espiritual. Todo juremeiro deve ter ao menos um destes dedicados ao seu Mestre e assentado em sua mesa. Contudo de acordo com a disponibilidade financeira, pode-se constituir todo um estado espiritual (conjunto de cidades dominadas por uma determinada entidade). Confecciona-se um estado através do uso de uma princesa tendo ao seu centro um príncipe e em seu derredor mais seis deles. Para complementar este artefato entraria o tronco da árvores sagrada, que pode ficar no centro da mesa ou embaixo dela.
Princesa (bacia de louça) não é colocada diretamente sobre a toalha de mesa e sim numa rodilha de pano não servido, limpo, virgem e são. Diante do Mestre fica um crucifixo, à esquerda a chave de aço (virgem) de qualquer uso, limpinha e reluzente, infalível e indispensável para abrir e fechar as sessões e simbolicamente o corpo dos consulentes. Recorda a bruxaria européia a santa chave do sacrário, furtada para uso no feitiço.
Para alguns é no tronco que estaria o verdadeiro segredo de uma jurema plantada. Portanto eles argumentam que esta deveria estar longe dos olhos dos curioso, normalmente embaixo da mesa ou em algum lugar mais reservado. Como adverte uma das cantigas:
A ciência da jurema,todos querem sabermas é feito casa de abelhas,trabalho que ninguém, vê.
O assentamento de mestres é feito através de 2 caminhos. O primeiro é que geralmente um mestre é assentado em uma arvore ou arbusto próximo a casa do Catimbozeiro. É ai que o mestre é cultuado, na raiz da planta em um processo similar (mas não igual) a um tipo de assentamento de Exu no Candomblé. O mestre está ligado a raiz e a força da folha. O segundo é através das princesas onde é colocao a sua raiz e onde eventualmente serão colocadas oferendas que irão "alimentá-lo", que podem ir de bebidas e fumos, até mesmo a peixes e caças leves. Neste caso este assentamento é feito com a raiz do mestre.
Preparação de Cachimbos
O cachimbo é o instrumentos mágico ritual por excelência do Catimbó. É tão importante quanto o caldeirão e o Athame na bruxaria, o Adjá no Candomblé e a tuia a Umbanda.
A magia do catimbó vai pelo ar, na fumaça. O Catimbó é uma pratica “enfumaçada”. Tudo se resolve na fumaça e o Cachimbo e seu fuma, a marca, são os instrumentos que representam isso.
O cachimbo é elaborado usando materia prima natural. É feito a partir de troncos ou galhos de arvores sendo principalmente da Jurema Preta, mas cada mestre pode pedir um cachimbo de sua arvore-raiz ou arvore-fundamento. O cachimbo é entalhado na madeira sendo na sua forma final tosco, mas, ao mesmo tempo bonito. Não cabe no Catimbó mestres usando os cachimbos comerciais como acontece ne Umbanda com os pretos-velhos. Cachimbo de mestre é feito e não comprado!
A elaboração de um cachimbo não é uma atividades corriqueira sendo que é comum cachimbos que foram feitos por pessoas iniciantes ou sem o poder mágico adquirido para isso se racharem com os primeiros usos. Como todo instrumento sacro fazer um cachimbo requer concentração, reza, o uso de alguma ervas ou mesmo, dependendo o tipo de cachimbo enterrá-lo durante algum tempo junto a raiz de algum árvore, arbusto ou planta que tenha significado com o uso a que se destina ou o mestre que o utilizará.
Cada discípulo do Catimbó poderá ter 2 cachimbos, que serão usados por todos os seus mestres, mas, eventualmente mestres diferentes poderão vir a ter cachimbos diferentes com um mesmo discípulos. Os dois cachimbos são um para o uso de fumaça às direitas e o outro às esquerdas.
Ambos os Cachimbos para poderem adquirir sua finalidade ritual, se transformando assim em um objeto sacro do Catimbó deverão ser consagrados. Este é um ritual simples onde o Mestre principal da casa deve consagrar os cachimbos para o seu uso pelo discípulo no Catimbó, diferenciando assim este cachimbo de um outro comum.
O cachimbo de esquerda por requerer um ritual mais elaborado do que o de direita, bem como um discípulo só poderá ter e usar um cachimbo de esquerda quando tiver maturidade e evolução do seu poder mágico para poder trabalhar com este nível. Um cachimbo de esquerda só é usado em ocasiões especiais e normalmente é feito com secções de galhos ou pequenos troncos de jurema preta, que conservam a casa original e os espinhos, se possível assim obtê-lo.
Como dissemos os cachimbos são especializados. Assim para os trabalhos normal se usa o cachimbo da direita e para as mesas abertas às esquerdas ou quando se trabalha na esquerda, seja mandando ou se defendendo o cachimbo de esquerda é o usado. Existe ainda um cachimbo especial, chamado estrela, que possui 1 caldeira e 7 canudos. É um cachimbo de esquerda e muito forte. Somente discípulos antigos e evoluídos em sua força mágica podem tê-lo.
Os cachimbos são individuais e contém o Axé de cada discípulo e mestre. Não se empresta cachimbo para outros. O Fumo do cachimbo pode ser o elemento de defumação do ambiente dispensando assim o uso de defumadores.
Um cachimbo, sendo um objeto sacro deve ser manuseado e guardado com cuidado. Não se deve emprestar o cachimbo para os outros não se deve deixá-lo em qualquer lugar, normalmente ele estará na mesa de Jurema ou em um saco de pertences, afastado da vista ou da manipulação de outros que não o próprio dono. Cachimbos não devem ser perdidos ou abandonados. Se não se vai usa-lo deve ser “despachado” na mata para se encerrar o seu significado ritual.
O uso dos Cachimbos
O discípulo usa o seu cachimbo para curar doenças, chamar Mestres e mandar os seus feitiços. Neste ponto uma grande diferença dos ritos africanos onde coloca-se o trabalho no chão. No Catimbó ele vai pelo ar na fumaça do cachimbo. O cachimbo é soprado pelo contrário e a fumaça é lançada através do ante-braço direito ou esquerdo queimando por sobre a pele.
Usa-se o cachimbo para mandar uma “fumaça” de esquerda ou direita. Para se mandar uma fumaça usa-se um procedimento simples, mas, ritual. A fumaça é mandada soprando-se o cachimbo ao contrário por sobre o ante-braço. A boca é colocada no caldeirão e supra-se o ar forçando a sua passagem ao contrário de forma que ele saia pelo canudo. O Ar deve sair quente, queimando, no braco e com a mão espalmada, mas, com os dedos juntos se direciona a fumaça.
O processo começa se soprando com o braço apontado para o chão e gradativamente vai se subindo o braço até que ele aponte para o céu. Deve-se iniciar o processo se concentrando no que se quer fazer limpando a mente de todo o resto. Quando se chega ao final, conclui-se batendo o pé esquerdo no chão e dizendo-se o que se quer.
Este processo é feito com o braço esquerdo quando se manda uma fumaça às esquerda e com o braço direito quando se manda uma fumaça à direita. A força do discípulo é medida pela eficiência que a Jurema responde a sua fumaça, ou seja, ao fato da fumaça encontrar o seu destino e provocar o sei efeito. Este processo é feito pelos mestres e também pelos discípulos sem os mestres acostados.
Um bom catimbozeiro pode também mandar uma fumaça de forma mais discreta. Em alguns lugares ou ocasiões não se pode fazer este processo de maneira que existe outra forma mais discreta. Esta consiste de fumando o cachimbo da forma habitual, se soprar a fumaça ao invés de sugá-la. A fumaça vai sair pelo caldeirão do cachimbo. Faz-se isso com mais calma, pensando no que se quer e mandando assim a fumaça ao seu destino. Normalmente se uso para mandar fumaça para pessoas que estão no mesmo recinto e não se quer mostrar que está fazendo isso.
Antes de começar a usar o cachimbo convém fazer um pequeno ritual de abertura. Depois de acendê-lo, Joga-se fumaça para os 4 cantos, iniciando-se, pelo norte e depois oeste, sul e leste saudando os 4 guardiões do tempo. Termina-se jugando fumaça para o centro e acima e pisando-se com o pé esquerdo chamando pelo mestre que se quer ter junto no trabalho.
Usa-se o cachimbo nos processos de cura e de limpeza astral de visitantes. Neste caso usando o mesmo processo de soprar a fumação ao contrário joga-se a fumaça no visitante somente na sua aura (em volta do corpo) e não diretamente nele. O processo começa pelo pé e segue por todo o corpo, por sobre a cabeça até chegar no outro pé. Isto é feito primeiro de frente e depois de costas. Quando é feito de costas, após de circundar toda a pessoa com a fumaça, joga-se fumaça diretamente sobre ela, iniciando do pé, subindo pelas pernas e costas até a cabeça. Termina-se com a mesma batida com o pé esquerdo.O cachimbo pode também defumar ambientes, neste caso, se posiciona no centro do local, com o cachimbo voltado para cima e soprando-se ao contrario, faz-se um circulo completo no ar espalhando a fumaça pelo ambiente a partir do centro.
O catimbozeiro também pode usar o cachimbo para se limpar, se auto-defumar. Neste caso vai soprar ao contrário em circulo, numa espiral, iniciando do seu próprio pé se subindo em sentido anti-horário até fazer um circulo de fumaça por sobre a própria cabeça.
O Cachimbo no Catimbó é como o Igba no Candomblé. É através dele que conversamos com nossos mestres e com a Jurema. Para ser ter força no Catimbó deve-se usar o Cachimbo continuamente, acendê-lo todos os dias à noite em momentos de tranquilidade fumando e conversando mentalmente com os mestres

sábado, 25 de junho de 2011

Auto Estima e Sombra Interior

Auto - Estima e Sombra Interior

Comece sentando - se em uma posição bem confortável, eleve seus pensamentos ao
TAO, sintonize sua mente com algo mais elevado, quebre as barreiras do
condicionamento emocional - mental que o dia - dia o leva. Primeiramente imagine
que você está se dando um belo sorriso, como que sentado a frente de um espelho.

Essa é a antiga prática taoísta do sorriso interior, e é fantástica. Sorria para
você, e visualize na sua imagem (refletida) um cristal brilhado bem no centro da
testa. Concentre - se nessa imagem, e medite sobre ela. Digo para meditar não
para "forçar a mente". Meditação é algo suave, calmo, sua mente parece que
trabalha em outro estado de consciência. É algo natural...

Com essa técnica combatemos a falta de auto - estima das pessoas. Existem
pessoas que arrastam - se na vida, tristes por não serem aquilo que desejam, ou
outros que por trás de uma cara alegre, escondem alguém com grandes problemas
de aceitação. O TAO está em tudo, em vocês também. Mas como é difícil entender
isso, não é mesmo? E colocar em prática então...

Algumas pessoas "despencam" por se cobrarem demais, outras se punem a todo
momento. Muitas, com a falsa máscara da humildade, apenas se enganam, pois em
seu íntimo a humildade não fez morada, enfim, todos desperdiçam enumeras
oportunidades apenas por não confiarem no próprio potencial.

Por isso essa prática é tão importante, ela te mostra como você pode ser feliz,
como existe uma jóia preciosa dentro de você! Respire fundo, encha os peitos com
o brilho dourado do CHI! Sinta - se parte do TAO, você é divino também...

E aproveitando esse clima que instala - se na sua mente, leve -a até o coração.
Visualize dentro dele um SOL, uma enorme bola de luz que brilha intensamente.
Ela expande - se por todo o seu corpo e logo não existe mais corpo, coração ou
espírito pois você é apenas brilho e luz. Mergulhe a mente nesse oceano de
serenidade do TAO, e sorria alegremente...

------------ x ----------------

Muitas pessoas vão se perdendo no meio da jornada espiritual. Confundem
conhecimento, que julgam possuir, com sabedoria. Mas entre o conhecimento e a
sabedoria existe um oceano de distância. Assim como entre a teoria e a prática.
Muitas pessoas falam, lêem as escrituras que contêm a sabedoria universal, mas
no seu dia - dia praticam pouco, quando não praticam absolutamente nada. O pior
é que vão reprimindo seus desejos, fogem de seus traumas e problemas, além de
irem julgando e condenando a todos que não dobram - se a suas "concepções
morais".

Isso é o mesmo que criar uma fera em um quarto escuro. Todo dia você bate com um
pau nela e lhe dá um pedaço de carne. Dentro de pouco tempo você criou um
monstro (uma sombra) tão grande, que ou você a enfrenta com muita força de
vontade, ou ela te devora! Mas o pior é que você provavelmente não terá coragem
de lutar contra si mesmo, e então começará a atacar as outras pessoas...

Tudo irá te irritar, e você ficará muito preocupado com a "sombra" (fera) dos
outros, mas não reparará nunca na sua. Os defeitos dos outros você também
apresenta, e isso o deixa enfurecido. Nada nunca estará bom, apesar de você
mesmo não fazer melhor. Começará a se isolar, com desculpas de que “isso" ou
"aquilo" não faz parte da vida de um verdadeiro espiritualista, mas tudo não
passará de fachada pela sua própria falta de capacidade. Vestirá a máscara da
falsa humildade, mas viverá apontando a soberba e o ego dos outros
(principalmente os mais próximos), nunca percebendo que essa atitude o auto-
condena.

Irá adorar as partes "moralistas" dos textos sagrados, pregando - os aos quatro
ventos. Cobrará dos outros uma postura que você mesmo já não tem com ninguém,
ficando cada vez mais sozinho. Começará a julgar as manifestações e experiências
espirituais dos outros como "falsa" ou "sem valor", achando que apenas as suas
(ou a falta delas) "são boas". Aos poucos esquecerá de ouvir o coração, não mais
se emocionará com a simplicidade do trabalho espiritual e, por fim, acabará
morrendo para a espiritualidade...

Mesmo que saiba os textos sagrados de cor, mesmo que leia todos os livros do
mundo, mesmo que estude sem parar, para a espiritualidade você estará morto,
pois esqueceu que todos temos problemas, que ser um trabalhador nas lides
espirituais é ser um ser humano como qualquer outro, que você tem uma parte ruim
em você mesmo, que ou você a entende ou ela te devora!

Por favor, não esqueçam, nunca virem as costas ou neguem seus instintos mais
baixos, suas depressões, tristezas, traumas, melancolias, etc. Mas também não as
deixe dominar - te, jogando - o na vala da tristeza e do desespero. Apenas viva
naturalmente buscando evoluir de acordo com as suas capacidades. Cada um tem o
seu tempo, respeite! Abandone a falsa pregação, a soberbia disfarçada de
humildade e o julgamento do próximo.

Substitua isso pela vontade de crescer, enfrentando a própria sombra, iluminando
- a com a luz do coração, disparando flechas douradas de discernimento e
apoiando - se nos braços luminosos e fraternos dos amigos.

Melhora a si mesmo, e melhorarás o mundo. Trabalhe junto com a espiritualidade,
dê um abraço fraterno em seus guias e SEJA FELIZ!

Fernando Sepe*

*OBS: Esses textos foram inspirados por um velho mestre chinês ligado a egrégora
taoísta

------------ xxx------------

"A Montanha da Sabedoria, com o pico da iluminação, fica além da planície do
Conhecimento. Antes dela, o pântano da Ignorância. A grande massa humanidade
fica presa aí, por desconhecer o segredo da passagem. Só se pode passar
volitando o pântano e raros querem abandonar à margem o peso do orgulho.

Só o Coração humilde tem asas".

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Desmistificando e Mostrando a Umbanda



Tenho comigo que hoje em dia a principal missão dos novos umbandistas, dos novos terreiros e principalmente dos novos Pais de Santo é mostrar a verdadeira Umbanda.
Uma Umbanda sem mistificações, adivinhações, oferendas vivas...
Uma Umbanda onde não se tem medo de ensinar, não se tem medo de aprender e principalmente sem medo de trabalhar...
Uma Umbanda onde todos são iguais, onde todos trabalham pela mesma causa e sem esperar nada em troca...
Uma Umbanda onde Senhor Tranca Ruas não é um obsessor e sim um anjo que de doa a cada momento...
Uma Umbanda onde a sabedoria indígena esta mais atualizada e forte do que nunca...
Uma Umbanda onde a simplicidade de um Preto Velho é vista como a mais perfeita sabedoria...
Pois bem, nos trabalhos de ontem (03-06) nosso Terreiro estava lotado de pessoas novas, que possivelmente chegaram ali por curiosidade...
Fico feliz, mas não de ver nossa casa cheia, e sim por ver que essas pessoas puderam ter uma pequena amostra do que é a nossa Umbanda... não podemos esperar que voltem, mas sim esperar que uma pequena semente foi plantada nessas pessoas...


- 7 - SETE - 7 -

Sete


Mais uma vez gostaríamos de ressaltar que não é nosso objetivo aqui passar "fórmulas mágicas" do tipo: "Sua vida vai mal? Faça um "agrado" prá seu Exu (ou Pomba Gira)".
Não meu amigo (a)... não é esta a nossa proposta. Muito pelo contrário... a nossa proposta é justamente ajudar a desmistificar tudo isto. É entrar na luta, junto com outros irmãos umbandistas sérios, independentemente da ritualística praticada, e mostrar que Umbanda de Verdade nada tem a ver com "trabalhinhos" que no final das contas só "agradam" a obsessores (kiumbas)... que podem até dar a você a falsa impressão de "melhora", mas estão apenas preparando o terreno para sugar suas energias mais tarde, cobrando cada vez mais e mais... pois são insaciáveis no seu desejo de fazer o mal. ISTO NÃO É NEM NUNCA FOI UMBANDA!
Lamento desapontá-lo(a) mas você não verá isso acontecendo em nenhum VERDADEIRO TERREIRO DE UMBANDA!
Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica alguma. Se não concorda me responda o seguinte: Como Orixá iria "colocar" Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se "vendesse" por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?
Além do mais Exu não é idiota. Se até uma criança sabe o que é "certo" e o que é "errado" Exu não vai saber?
Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns inviligantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior!
Francamente!! São absurdos como esses que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão execrados por outras religiões!
Para começo de conversa, na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em "X" dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança.
Não existe barganha na espiritualidade superior! Existe na inferior. Se você estiver disposto(a) a pagar o preço, que pague. Mas não diga que foi na Umbanda que você fez esse tipo de coisa. Mesmo que o dono do lugar se diga de Umbanda e se apresente como Pai no Santo.
Lembre-se sempre: a Umbanda é Caridade!



Tranca ruas das almas

Tranca ruas das almas (O Guardião dos Caminhos), não é demônio que muitos acreditam que ele seja. Sua atribuição é trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Não deseja ser amado ou odiado, mas apenas respeitado e compreendido.
Surpreenda-se com esse Mehi Guardião de Mistérios a serviço da Lei Maior!
“O Guardião Tranca Ruas pode ser tudo o que queiram, menos como tentam mostrar: Um demônio. Jamais foi ou é o que este termo deturbado significa na atualidade e nem o aceita como qualificativo das suas atribuições:
Trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Odeia os que odeiam, sente asco dos blasfemos, nojo dos invejosos, repulsa pelos falsos, ira pelos soberbos e pena dos libidinosos. Saibam que foi um dos Mehis que velaram a descida do “ACH-ME ou MISTÉRIO JESUS CRISTO”.
Assim é TRANCA-RUAS, Mehi por Origem, Natureza e Formação. Não importa a Religião que tens que guardar, pois nela, dela e para ela, Mehi, sempre será.”
Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do Sétimo Grau de Evolução da Lei Maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda no caminho de todos os filhos de fé, livrando-os de toda a energia que possa atrapalhar a evolução de todos os seres iluminados; fazei dos pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo.
Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei dos nossos corações o mais puro que nossos próprios atos; Senhor (Pai) Tranca-Ruas das Almas agradeçemos por tudo que fizeste apren-der nesta vida e em outras que passamos lado a lado, rogo por vós a proteção, para os irmãos de fé, para toda a família e porque não para os inimigos Abençõe a guarde esses filhos que um dia entenderão o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.
Muito grande, muito forte, Seu Tranca Ruas vem trazendo a sorte
Salihed, Mehi Mahar Selmi Laresh Lach Me Yê!
Saravá, Senhor Exu Guardião Tranca Ruas!
Saravá, Ogum Sete Lanças da Lei e da Vida!
Saravá Pai Ogum!
Saravá Mãe Iemanjá!
Saravá, Regente Oxalá!
Saravá, Umbanda!!!



POLÊMICA DOS CELULARES EM DISCUSSÃO


POLÊMICA DOS CELULARES EM DISCUSSÃO

         Nos últimos dias os meios de comunicação estão dando ênfase à possibilidade de que o uso de aparelhos celulares pode causar tumores e câncer nos usuários, anunciado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e comunidade Europeia.
         Para o Terapeuta Holístico e Radiestesista  Lourenço Dalla Rosa, é uma questão delicada e vai demorar para ser divulgada a prova final de que o uso de celulares provoca tumor e/ou câncer nos usuários. O maior problema é que é um tipo de poluição invisível e que o ser humano quer ver para crer.
         Na verdade temos diversas teses e comprovações de universidades, centros de pesquisas e de médicos que comprovam esta hipótese, porém acredito que pela burocracia e alguns interesses vai demorar. Sabemos que este ponto abordado é apenas uma pontinha do iceberg, pois estamos tomados em nossos ambientes pelas Radiações Eletromagnéticas nocivas à saúde, emanadas também por estações de rádio e televisão, computadores, TVs, Microondas, Lâmpadas fluorescentes inclusive as econômicas, torres, transformadores e outros equipamentos elétricos e eletrônicos. O certo é que as pesquisas são recentes em torno de 15 a 20 anos e nos últimos 10 anos é que a invasão de computadore e celulares está ocorrendo.
         Penso que nós usuários não podemos esperar pela OMS para ver se é verdade ou não. Também temos consciência que ninguém vai parar de usar tais aparelhos. Talvez alguns vão racionalizar o uso, mas a tendência é de popularizar cada vez mais. Nos últimos três anos tenho prestado serviços e consultoria em radiestesia  radiônica além de atuar na área da saúde física e emocional a seis anos. O que temos a afirmar é que hoje as pessoas estão expostas além das radiações, a um estilo de vida que compromete a saúde, como a alimentação errada e com agrotóxicos, falta de movimentação e respiração adequados, stress físico e mental, emoções negativas e falta de espiritualidade, etc.Tudo isto contribui para comprometer a nossa qualidade de vida. Porém voltando as radiações eletromagnéticas, elas potencializam os pontos negativos pois na verdade o efeito delas em nossos corpos é como se estivéssemos tendo uma perda de + ou – 30% de nossa energia quando expostos aos aparelhos. Com isto se teríamos câncer ou problemas menores em 20 anos possivelmente teremos em 10 anos, ocorrendo assim uma aceleração dos problemas.

         Mas podemos perceber no dia dia que alguns sintomas imediatos são dos efeitos destas radiações. Por exemplo cansaço, stress, ansiedade, nervosismo, desequilíbrio hormonal, memória fraca, tensão física e mental, impotência, já em crianças e adolescentes falta de vontade, perda de memória irritação e até câncer.
         Percebemos que ao orientarmos as pessoas sobre as mudanças de estilo de vida mais o uso de Bio conversores,  ocorre uma inversão de energia e com isso afasta-se a possibilidade de tais  problemas.
         Entenda o que ocorre quando nos expomos às radiações eletromagnéticas: Os aparelhos citados acima emitem CÁTIONS (cargas positivas) que geram as ondas eletromagnéticas nocivas à saúde. E com isso ficamos mergulhados neste oceano de ondas que aumentam os níveis de cortisol e que destrói os neurônios do hipocampo, a região do cérebro que é responsável pelo aprendizado. Estudos clínicos comprovam que a exposição excessiva à  estas radiações também geram estados psicodepressivos, “Dort e Ler”, desgaste ósseo, ansiedade, insônia, diabetes e até infartes.
         Voce sabia que para oxigenar as células de nosso corpo respiramos em torno de 26.000 vezes por dia, em média 18 vezes por minuto. Com isso absorvemos até 10.000 litros de ar, que representa 15 kg de “alimento sutil”, e que os pulmões só fazem a oxigenação do sangue na presença de ANIONS (íons negativos).
         NOTA: A revista ISTO É nº 1949 de 7/3/2007 publicou a informação: A fumaça invisível de celulares e aparelhos eletrônicos é responsável por 30% da incidência de câncer infantil, afirma David Carpenter, reitor da escola de saúde pública de State University , de Nova York.

         Felizmente já temos no Brasil empresas que pesquisam e oferecem os Bio conversores que neutralizam as radiações, nos protegendo dos efeitos nocivos, convertendo as cargas positivas (cátions) em ANIONS (ions negativos).

terça-feira, 21 de junho de 2011

É Preciso Responsabilidade...

É Preciso Responsabilidade... 

Muitas pessoas me perguntam em cursos e grupos de estudos sobre a abertura de terreiros, sobre o que fazer para para se tornar Pai ou Mãe e até mesmo se é possível incorporar os Guias Espirituais para fazer sessões de atendimento em suas próprias residências. Aproveito essa “curiosidade” geral das pessoas e o assunto constante para trazer a conscientização e até mostrar a responsabilidade do que é abrir um Terreiro de Umbanda.
Muitas pessoas acreditam que o Guia Espiritual tem o dever de tudo saber e tudo fazer, ficando o médium isento de responsabilidades e cuidado. Pura Ignorância! É claro que os Guias tudo sabem e nós temos muito que aprender comeles. Sabem de nossos erros, de nossas preguiças, de nossa vaidade e de nosso egoísmo, sabem que muitas vezes, médiuns sustentados por esses sentimentos viciados simplesmente “decidem” abrir sua casa desconhecendo a seriedade e as suas próprias responsabilidades diante deste ato. Abrir um Centro não é só incorporar e colocar tudo na mão do Guia Espiritual. Existem obrigações, assentamentos e firmezas, fundamentos estes que devem ser cumpridos pelo médium e não pelo Guia. Afinal um Centro Espírita é o local identificado por todo o plano espiritual como sendo um ponto de troca, de recarga, de cura e de encaminhamento. E esse local não funciona somente no dia e hora da gira, mas sim continuamente como um Centro de Reabilitação entre o embaixo e o alto. É como se encontrássemos em um mesmo local o delegado e seus policiais; o juiz e seus promotores; o médico e sua equipe; o professor e seus estagiários, encaminhando cada espírito, 24 horas por dia todos os dias.
Diante de toda essa grandeza o local deve ter sua proteção com campos de irradiações específicas e pontos de descargas energéticas para que nada fique acumulado no ambiente e nas pessoas. Preparações essas que devem ser realizadas com conhecimento e não com achismos. Também não encontramos esses ensinamentos na internet ou nos livros, mas na nossa ancestralidade, no conhecimento de Pais e Mães Espirituais, verdadeiros zeladores de Orixás (aqueles que cuidam, conhecem e zelam pelo Orixá).
Infelizmente vemos hoje pessoas trabalhando em suas casas ou em seus escritórios terapêuticos sem nem mesmo saber diferenciar um assentamento de uma firmeza, não sabendo nem realizar uma obrigação ou simplesmente não sabendo diferenciar ou até preparar um banho de fixação, de proteção, de energização ou de descarrego sobrecarregando a casa, o escritório, o médium e toda a família. Médiuns não preparados vão criando um Centro de ações nocivas e com o passar do tempo o próprio médium culpa, julga e menospreza a Umbanda e os Guias Espirituais, esquecendo que a sua ignorância e a sua vaidade foram as causadoras do negativismo em sua vida. Pura Irresponsabilidade! Não é o médium quem decide a abertura de um Centro, mas o Guia Espiritual e essa determinação
vem do Alto. Afinal, só nos é permitida a evolução quando nos tornamos capacitados e responsáveis pelos nossos atos.
Muito Axé a todos e um ótimo final de semana!

Escrito por Mãe Mônica