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quinta-feira, 31 de março de 2011

Salve Guardioes de Nossa Umbanda


Um pouco sobre o nosso querido Exú Guardião na Umbanda Divina.
Um pouco de nosso querido Guardião, que tanto tentaram liga-lo a tantos conceitos do mau, que entretanto, a cada dia que passa, se despenca essa impingencia injusta e que não corresponde com a verdade, a respeito de nosso grande amigo e controlador das pilastras da Criação e do Universo, verdadeiro cobrador do carma e proporcionador incontestável do tão ensinado livre arbítrio.
O Grande Guardião da Luz!
"Soltei um pombo na mata
Mas lá na mata não pousou
Foi pousar na encruzilhada
Foi Tranca Rua quem mandou"

Axé!

Muitos infelizmente ainada acreditam que nossos amigos Exus são Demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se satisfazem com as desgraças que podem provocar.
Por milênios seguimentos contrários ao conhecimento e a evolução depredaram o fenômeno divino Esú, tentando faze-lo mau e atribuindo-lhe conceitos e definições que só interessavam aos seus propagadores, criando Demônios e Diabos para defini-los, injustamente e de mentira ímpar.
É ali no mistério Exu, que exerce o homem o seu verdadeiro livre arbrítrio, falando com todas as vozes que possui seu coração, sejam elas boas ou não, desejos de todos os tipos, ´procurando-os muitas vezes para tentar satisfazer desejos mesquinhos e de nenhuma importância para a evolução a não ser para si mesmo, pedindo àquele verdadeiro Guerreiro da Luz e condutor do homem o mau que muitas vezes ajudou a propagar, e a debitar na conta desses nossos queridos amigos e protetores.
O mau sabemos nós esta no desejo do homem e não no universo esteja ele manifestado seja da forma que for.A história dá conta de sacrifícios de toda ordem perpetrado pelo homem ao longo de sua existência, sem se dar conta sequer do que fazia ou ainda da importância que aquilo mantinha para o universo como um todo, enchergando apenas o universo limitado de seu próprio ser.Pessoas foram mortas e lançadas à humilhação em nome de Deus, e, o Diabo que é ruím e o Exu que faz o mau.
Esta na hora de desmistificarmos a figura de Exu e derrubar definitivamente esses conceitos que não procedem.Exu é o príncipio dinamico e a realização,Exú é o homem em movimento, é seu desejo manifestado, é aquilo que ele é! Exu, é o exercicio sem barreiras de sua vontade e do livre arbítrio do próprio homem.
Na antiguidade, usavam-se chifres em Divindades para demostrar sabedoria e importância. Até hoje ainda se cultuam Deuses com chifres para demonstrar seus valores divinos e seu saber. Segmentos de muitas espécies perseguiram os cultos pagãos, impingindo-os praticas diabólicas , quando na verdade jamais as praticaram. A história do mundo mostra com clareza a importância dos cifres nas Divindades que cultuavam e que ainda algumas culturas pagãs cultuam com sabedoria.
Nossos Guardiões são seres perfeitos, porque perfeita é a Criação e de outra forma não poderia deixar de ser, como se justificaria suas atribuições tão defendidas por alguns grandes autores da religião com relação a atuação dos Guardiões junto ao homem, máxime a cobrança do carma e a proteção de seus caminhos, se assim não fosse. O que sem dúvida não retira o valor e a supremacia e perfeição de outras Divindades, que também são perfeitas, como são, porque é assim que são.
Não nos parece que o contexto criador determinou formas ou nos mandou avisar de como deveriam ser as aparências dos bons e dos maus, no entendimento do homem. É preciso que o homem entenda de uma vez por todas que não é o centro do universo e nem o único ser inteligente criado por Deus e que o fator divino, bem como seus desdobramentos no universo e sua corte Superior Divina é constituído de Divindades puramente divinas e seguem toda uma estrutura capaz de administrar as obras de nosso Divino Incriado, sob pena de nos tornarmos ´produto de nossa própria limitação, em face do infinito eterno.
Alguns temas interessantes nos são trazidos pela história e acabam informando melhor muitas coisas acontecidas e algumas que até hoje caminham entre nós.Como compreender melhor algumas das restrições feitas a Exu e que acabaram tomando corpo errado e definindo conceitos inexistentes e sem fundamentos. Como já dissemos, muitos acreditam que nossos amigos Guardiões são Demônios, maus, que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar.
Na verdade o mau ou o bem, como já afirmamos é produto da vontade e da evolução do próprio homem e Exu esta acima do bem e do mau, seguimento esse pertencente ao segmento da evolução humana, o que não quer dizer que Exu não os conheça em seu mister. Muitos deles outrora, foram cultuados como Deidades ou Deuses, outros caíram e repuseram-se retomando seus mistérios e engajaram-se na luta já descrita e nos seus mistérios invertidos e que compõem o todo de qualquer mistério existente respectivamente aos seus ou de suas atuações e continuaram suas caminhadas.
Mas porquê este Orixá, irmão de Ogum e de Oxossi, filho de Iemanjá, animado, brincalhão, alegre, extrovertido e acima de tudo amigo leal, fiel companheiro é comparado com Demônios e Diabos em suas práticas de maneira injusta e ireal.
A bem da verdade mais uma vez nos demonstra a história através dos acontecimentos que muitos fatores contribuíram para isso, especialmente aqueles cuja influencia de antigos povos, concentrou no homem a idéia fixa de prover o bem e o mau, levando-o a acreditar que todo tipo de prática que escapasse ao seu conceito de bom ou mesmo que levasse nomes, muitas vezes por ele mesmo fabricado, que não representasse o socialmente aprovável, era ruim e carregava o Demônio em seus louvores. Infeliz falta de informação e conhecimento e que custara ao mesmo homem em tempo diverso muito tempo para consertar.
O desconhecido sempre foi alvo de medo, até que se tornasse conhecido pelo instrumento eficaz do conhecimento e da informação. A necessidade de guias para leva-los ao Divino, tornou parte desse contexto, constituindo-se em grandes massas, dirigidas por teorias e limitações que seus próprios eleitos definiam.
Na Mesopotâmia mesmo( vale entre rios ), há milênios atrás,o que se acreditava como demonologia causou sérias influencias interferindo em diversas culturas de muitos povos, como os hebreus, gregos, romanos, nos cristãos e tantos outros. Permanecendo até hoje muitos conceitos e definições que não foram superadas, principalmente no que se refere a rituais Satânicos.
Os males da vida e locais que não mantinham origem natural, como catástrofes e outros tantos, eram atribuídos ao mundo da demonologia e dos Diabos. Os tidos então como feiticeiros utilizavam-se para combater as forças da escuridão e do mau, rituais onde precisavam conhecer nomes de vários Demônios, construindo grandes listas, o Demônio mau era nominado como Utukku de maneira genérica, mantendo-se um grupo de sete Demônios maus, como os mais evocados, e, se dividiam entre machos e fêmeas, sendo uma constante nos antigos encantamentos.
Eram mantidas e divulgadas suas aparências com formas de meio humanas e meio animais, cabeça e tronco de homem ou mulher, prosseguindo com formas animais e garras em alguns casos. Dão conta escritos que o sangue era o alimento predileto, contudo aceitavam outras oferendas também e freqüentavam exatamente túmulos, lugares ermos, etc., mantendo uma freqüência noturna. Afora isso, mantinham também os Demônios assim entendidos então, bons e que eram chamados para guerrear com os maus, que tinham suas representações como gênios guardiões, também em número mais comum de sete, que guardavam seus templos, cemitérios, etc.
Desta forma, se vasculharmos mais, encontraremos muitos casos onde a possibilidade de influencia nos segmentos e praticas ritualísticas não compreendidas, deram ensejos a entendimentos errados e incompletos, levando através do caminho do preconceito e das restrições, muitas interpretações distorcidas e utilizadas para explicar o desconhecido ou o que atrapalhava os interesses. É certo também, que a falta de maior vivencia com as culturas pagãs, pelos povos mais modernos e afeitos a outros segmentos, também ensejou entendimentos completamente errados, inserindo no seio mundial, injustiças e interpretações de toda ordem a respeito dessas divinas culturas, que no seu seio comum durante milênios e até hoje só trouxeram sabedoria e benefícios incomuns ao homem e a Terra, proporcionando conhecimento e informação.
Bem, voltando ao nosso tema principal, mesmo aqui no Brasil não se justifica diante de tanta importância e conhecimento que já se obtém hoje, manter-se imagens de Exus com tantas distorções e formas que ao nosso modesto entender não refletem a realidade, muito embora compreendidas e simbolicamente definidas, muitas delas demonstram o que exatamente tenta se combater em relação a nossa Umbanda, junto a comunidade social e também religiosa, pretendendo que conheçam exatamente a beleza natural que ela possui, fato que deveria ser revisto e estimulado entre os nossos, levando a público o que realmente são, sem interferências de outras culturas em nosso seio.
No passado remoto, vimos quantas injustiças foram cometidas com nossos anscestrais e adoradores de Orixá, quanta perseguição sofreram por falta de respeito a uma cultura de tantos milênios e que jamais representou o mau ou relação com a Demonologia, apartando-se de conceitos como o bem e o mau para designar seus Deuses, ao contrário sempre cultuados como Divinos que são.
É sabido que os negros africanos, em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos acreditavam tratar-se de forma simples de saudação de seus Santos, incorporavam alguns Exus, com seu brado e jeito maroto e acabavam por assustar os brancos que se afastavam ou agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por Demônios.
Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a Demônios, fato lamentável e confusão injusta, o que não deseja retirar o respeito ou o valor àqueles que assim agem, por sermos livres e portadores do tesouro divino do livre arbítrio, que nos foi doado pela Criação. E assim tantos outros entendimentos incompletos ou errados foram inserindo-se no convencimento do homem que suportado por interesses de alguns segmentos, medo ou mesmo desinformação, foram formando um grave erro acerca de seu verdadeiro contexto.
Mas então quem é esse Guardião?
Como todos os outros responsáveis pela estrutura universal e parte dela, atuam no divino fenômeno Exu, postando seu mistério e manipulando-o como um verdadeiro Guardião da Luz. Longe de desejarmos promover qualquer definição ou classificação sobre Exu ou Guardiões, cuja informação é vasta e muitas outras obras já dão conta disso, apenas nos detivemos nas considerações gerais a seu respeito, máxime, tratar-se esse trabalho da vida e obra do Sr Exu Guardião Tranca Rua, bem como de seu campo de atuação, psicografada com a inspiração de Mestre Lúcius.
Desejando também estimular nosso povo no sentido de desmistificar a figura de Exu, tanto quanto for necessário, uma vez que trata-se de um Guardião magístico, cuja atuação entre os elementais e os elementos universais é devéras suprema, dando conta de uma missão interminável, suportando caídos, desfazendo magias, habitando a escuridão, sustentando a Luz e preservando os pilares tão desgastados por conta de dogmas, rituais e atividades insustentáveis por conta daqueles desejosos do pseudo poder humano.
È o Guardião dos Caminhos, companheiro dos Pretos Velhos, Caboclos, aparador entre os homens e os Orixás, lutador incansável, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. Senhor da escuridão e do plano negativo atuam dentro de seus mistérios, regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade. Não há como se desejar promover uma ordem de valores como pretendem alguns, entre o negativo e o positivo, desejando assim fazer um juízo de valor inconsistente e impraticável.
A ordem de valores não nos cabe e sabemos que a verdade foi lançada ao homem de maneira fragmentada e por diversos segmentos e caminhos, religiosos ou não e assim devem ser respeitadas, uma vez que a verdade absoluta só a Deus, o eterno Criador pertence.
Tudo o que existe no plano positivo, mantêm-se proporcionalmente igual e de forma correspondente no plano negativo e assim é e será por todo o sempre, pois sempre que nasce algo novo é refletido (espelhado inversamente) e imediatamente, no plano negativo, não há como se criar em apenas um plano, a criação é única e alcança todos seus correspondentes de existência universal na mesma proporção, medida e força de instalação do fenômeno da criação, sendo assim, no plano negativo nada se cria em sua própria plenitude, na verdade se transforma e se instala como razão própria de sua própria razão original e propulsora, exaurindo-se em sua real origem de início, é o "Príncipio" ativo e único da Criação, ORIGINAL E EXAUSTIVA, porque tudo emana de uma só origem alçando o patamar Divino da Co-Criação, imediata e unicamente existente.
Não existem planos separados e adversos, mas sim correspondentes e que se complementam na razão única de si mesmos, denotando a unicidade do absoluto, o universo como um todo. As adversidades existentes não se confundem com o plano único de origem de tudo e de todas as coisas,(Poder de Criar), exaustivos em si mesmos nos desdobramentos divinos do fenômeno criador.

 "O sino da Igrejinha faz delem, delon delon
Deu meia noite o galo já cantou
Seu Tranca Rua que é o dono da Gira
Oi corre gira que Ogum mandou".

Exú pode ser o mais benevolente dos Orixás se é tratado com consideração e generosidade".

Assim é Exu
Assim é o Guardião
As vezes alegre;
As vezes assustador;
As vezes temido;
As vezes amado;
Mas sempre ouvidos a quem quer que seja;
Sempre leal aos seus amigos;
Honesto com seus cultuadores;
Combatedor da maldade no mundo;
Sempre forte e destemido;
Gozador e franco;
Sustentador do livre arbítrio do homem;
Muitas vezes renegado;
Mas sempre chamado!

Assim é Exu!
Assim é o Guardião!
Salve Exu!

Obrigado.




O presente texto foi extraido do Livro "O GUARDIÃO TRANCA RUA"

quinta-feira, 24 de março de 2011

Terapeutica

Quando perguntam ao Exú sobre doenças psicossomáticas, se essas realmente existem e se é verdade que a mente do ser humano é capaz de causar doenças físicas mesmo sem o real intento, este responde:
"Quando a boca cala...  o corpo fala!!!
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração infarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!
O plantio é livre, a colheita, obrigatória... preste atenção no que você está plantando, pois será  a mesma coisa que irá colher!!

Reuniao nas Trevas

O Chefe dos Espíritos das Trevas convocou uma Convenção Mundial de obsessores.
Em seu discurso de abertura, ele disse:
"Não podemos impedir os cristãos de irem aos seus templos.
Não podemos impedi-los de ler os livros e conhecerem a verdade.
Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com os Espíritos Elevados e Jesus.
E, uma vez que eles ganham essa conexão com os Espíritos Elevados e Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado.
Então vamos deixá-los ir para seus Centros Espíritas e suas igrejas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que neles organizam, MAS, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento elevado.
O que quero que vocês façam é o seguinte" — disse o obsessor-chefe:
Distraia-os a ponto de que não consigam aproximar-se de Jesus e dos espíritos superiores."
Como vamos fazer isto? Gritaram os seus asseclas.
Respondeu-lhes:
"Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes.
Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado...
Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios.
Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos.
À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho.
Estimulem suas mentes com tanta intensidade que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranquila que orienta seus espíritos.
Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais.
Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia.
Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos.
Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças.
Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que os maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas...
Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amarem seus maridos. Se elas não dão a seus maridos o amor que eles necessitam, eles então começarão a procurá-lo em outro lugar e isto, sem dúvida, fragmentará as suas famílias mais rapidamente.
Dê-lhes Papai Noel, para que esqueçam da necessidade de ensinarem aos seus filhos, o significado real do Natal.
Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não falem sobre a ressurreição de Jesus e a Sua mensagem sobre o pecado e a morte.
Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que seja tudo feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!
Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus. Ao invés disso, mande-os para Parques de Diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro banais, apresentações artísticas mundanas e à TV entorpecedora. Mantenha-os ocupados, ocupados.
E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em mexericos e conversas sem importância, principalmente fofocas, para que, ao saírem, o façam com as consciências comprometidas.
Encham as vidas de todos eles com tantas causas supostamente importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem a espiritualidade e Jesus.
Muito em breve, eles estarão buscando, em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa.
Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!"
Os espíritos trevosos ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas famílias.
Não tendo nenhum tempo para contar a outros sobre a sublimidade e o poder do Evangelho de Jesus para transformar suas vidas.
Creio que a pergunta é: Teve o Obsessor-chefe sucesso nas suas maquinações?

terça-feira, 22 de março de 2011

Magia das Pedras

Também chamado de:
• Magia Divina das Pedras
 
Sobre o Curso


A Magia das 7 Pedras Sagradas como a (Magia do Fogo) permite que você atue como um instrumento de Deus.


O curso não tem cunho religioso, portanto pode ser freqüentado por qualquer pessoa, independente de cor, sexo ou religião.

A postilado e com duração média de 16 a 20 aulas, envolvendo a teoria e a prática.

Atribuições:
• Limpeza
• Equilíbrio
• Proteção
• Desobsessão
• Saúde.

Concentra-se em práticas magisticas onde se aprende sobre os Tronos de Deus, evocações, fundamentações sobre o mistério das 7 Pedras Sagradas.

No decorrer do curso, o aluno passará por Iniciaçôes e a Consagração necessárias perante o Mistério e o Trono das Sete Pedras Sagradas, tornando-se um Mago das 7 Pedras Sagradas, apto a evocá-los e dar as devidas determinações mágicas.

O aluno recebe no final do curso o certificado do Colégio Tradição de Magia Divina (SP) e é autorizado a se inscrever para os outros graus de Magia Divina "fechados", ministrados apenas pelo Mestre Rubens Saraceni, responsável pela abertura de diversas magias no plano material.


Exemplos da aplicação da Magia das Pedras, fonte livro - A Magia das Sete Pedras Sagradas - autor Rubens Saraceni
INCRIÇOES E INFORMAÇOES
CCUMBANDAPAIJOAO@HOTMAIL.COM OU EDUESANTOS@HOTMAIL.COM
48 - 84295791 OU 48 32469074

Magia das Velas

 

Também chamado de:
• Magia Divina do Fogo
• Magia das Velas
• Magia das Sete Chamas Sagradas
 
...As velas, em si, são um mistério religioso disseminado por todas as religiões do mundo e só algumas não a adotam. Mas se soubessem que elas têm uma utilidade importantíssima, com certeza também adotariam o seu uso durante os rituais. ...As velas são um substituto muito prático às piras ardentes da antigüidade, nos remotíssimos cultos às divindades do fogo, saudadas com tochas ardentes ou fogueiras.
...O fato é que as velas são um mistério em si e, quando acesas magística ou religiosamente, são um poderoso elemento religioso mágico, energético e vibratório que atua no espírito de quem receber sua irradiação ígnea.
...O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas.
...É essa capacidade das velas que as tornam elementos mágicos por excelência, pois por meio de suas irradiações e suas vibrações incandescentes é possível todo um intercâmbio energético com os seres que vivem em outras dimensões e com os espíritos estacionados nas esferas ou níveis vibratórios positivos e negativos.
...Essa capacidade delas justifica seu uso até quando são acesas para o espírito de alguém que desencarnou, pois ele irá receber um fluxo luminoso, curador de seu corpo energético, fortalecedor de seu mental e terá seu emocional reequilibrado, caso tenha sido atraído pelo magnetismo de uma esfera ou nível vibratório negativo. Mas caso esteja em alguma esfera positiva e luminosa, também receberá o fluxo da vela do mesmo jeito, incorporando- o ao seu corpo energético e fortalecendo seu magnetismo mental.
....Saibam que o fluxo irradiante de uma vela, se for ativado por sentimentos virtuosos, é muito positivo e gratificante a quem o receber.
...Só que, no caso de quem ativa negativamente uma vela contra alguma pessoa ou espírito, acontece uma reação imediata e fulminante da Lei Maior e da Justiça Divina, pois quem a ativou perdeu sua própria luz e, com o tempo, a dor de quem foi atingido retornará e o atingirá com o rigor da lei.
...Nem é necessário dizer que uma magia divina jamais poderá ser ativada com fins escusos. Ela simplesmente não funcionará, mas a reação virá do mesmo jeito.
...Portanto, uma vela só deve ser acesa por um bom motivo e por sentimentos virtuosos, pois, na mesma proporção, a Lei Maior retribuirá com luz Divina quem deu luz a alguém necessitado ou merecedor de suas irradiações.
...O ato de acender velas brancas ao Anjo da Guarda é muito positivo e funciona mesmo. Ele tanto a usará para atuar em favor da pessoa guardada por ele, quanto para energizar-se com uma irradiação ígnea poderosíssima, capaz de acelerar imediatamente suas vibrações e expandir suas irradiações mentais, pois como já comentamos, seu mental será fortalecido.
...As velas usadas nos templos têm o poder de consumir as energias negativas e os miasmas que são descarregados pelos seus freqüentadores dentro de seu campo eletromagnético, assim como, num intercâmbio energético, recebem da divindade à qual foram consagradas um fluxo de energia Divina que se espalha pelo altar e irradia-se pelo espaço interno, alcançando quem se encontrar dentro dele.
...Magisticamente, as velas criam passagens ou comunicações com outras dimensões da vida e tanto podem enviar-lhes suas energias, como podem retirar delas as que estão sendo necessárias a alguém.
...Por isso, toda oferenda, ritual ou solicitação de auxílio às divindades e aos guias e protetores espirituais deve ser precedida do ato de acender uma ou várias velas, pois suas ondas serão usadas no retorno e trarão a quem oferendou ou solicitou auxílio um fluxo energético natural (de elemento), ou Divino (de divindade), ou espiritual (do espírito guia).
...Em magia, o uso de velas é indispensável, porque são elas que projetam ou captam as energias mais sutis, assim como abrem campos eletromagnéticos limitados ao campo ativo delas, mas que interpenetram outras dimensões, esferas ou níveis vibratórios.
...Quando um desses campos eletromagnéticos é aberto magisticamente, ele permanecerá ativo até que seja fechado ou redirecionado contra quem o ativou. Isso caso seja uma magia negativa, pois caso ela seja positiva, não há por que fechá-lo, certo?
....O fato é que a umbanda e outras religiões recorrem intensamente ao uso das velas e as usam:
...Para iluminar seus altares e suas casas das almas ou cruzeiros;
...Quando oferendam às divindades ou aos guias protetores;
...Para magias positivas ativadas para cortar demandas, magias negras, feitiços, encantamentos etc.
...Os resultados são ótimos e, na maioria das vezes, benéficos, pois só se beneficia realmente quem é merecedor, já que o uso das velas atende a necessidades religiosas regidas pela Lei Maior e pela Justiça Divina em seus recursos mágicos.
...Magias negativas, tais como acender vela preta em cima do nome ou da fotografia de alguém; escrever o nome de alguém em uma vela e depois acendê-la de ponta-cabeça; acender velas para amarrar marido, amante ou namorado; acender velas para fechar os caminhos ou as portas de alguém ou para afundar-lhe a vida são entendidas como fraqueza ou negatividade de quem o faz e não demora muito para que a Lei Maior e a Justiça Divina providenciem os merecidos choques de retorno ou punições exemplares a quem recorre a essas magias condenáveis.
...Tudo é só uma questão de tempo, pois se podemos agir positivamente, então nada justifica o mau uso que dão às velas e aos mistérios mágicos negativos que são ativados quando são acesas com interesses mesquinhos ou desumanos.
Parte do texto retirado do Livro: "O Código da escrita Mágica Simbólica"
Obra de Rubens Saraceni.


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segunda-feira, 21 de março de 2011

Linha Omulu

Continuando as postagens ligadas a Omulu, hoje falamos de algumas entidades desta linha e tambem sua forma de apresentarem mais as características do filhos de Omulu.

Caboclos De Obaluaê, São espíritos dos antigos “pajés” das tribos indígenas.Raramente trabalham incorporados, e quando o fazem, escolhem médiuns que tenham Obaluaiê como primeiro Orixá. Sua incorporação parece um Preto Velho, em algumas casas locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins. Alguns caboclos são:  Araúna, Acuré, Aimbiré, Bugre,  Yucatan, Jupurí, Uiratan, Alho d’Água, Pena Preta, Pena Roxa, Laçador, Caboclo Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Surí, Serra Negra, Tira Teima, Folha Seca, Sete Águias, Tibiriçá, Viramundo, Treme-Terra. Todos chefiados pelo Cacique Arranca Toco.

Pretos-Velhos De Obaluaiê: São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar. Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaiê, e este é o “dono das almas”, esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos-Velhos. Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta. Normalmente não usam nomes compostos, são chefiados pelo Pai Benedito.

Os Exus de Omulu são muito bonitos de se ver me terra são na maioria pesados curvados e representam a sabedoria da experiência, trabalham no campo do pó ou como alguns chamam a Calunguinha (Cemitério), alguns nomes conhecido são: João Caveira, Exu do Lodo, Sete-Campas, Sete-Covas, Sete Cruzes, Capa Roxa, Tira Toco, todos chefiados pelo Exu Tatá Caveira.
Os filhos de Omulú são pessoas que não conseguem viver satisfeitas mesmo quando tudo vai bem para elas. Podem até atingir uma boa situação material e um belo dia, rejeitar tudo, por causa de certos escrúpulos imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de consagrar o bem-estar aos outros, fazendo completa abstracção dos seus próprios interesses vitais.É possível a auto punição dos filhos de Omulú, principalmente nos seus casamentos, pois não é raro apaixonarem-se por pessoas extrovertidas e sensuais, que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao parceiro um papel mais discreto. Gostam de ver a pessoa amada brilhar, porém invejam-na, vivendo com muita insegurança.Os filhos de Omulú, cultivam a sua individualidade, são austeros e causam medo aos outros. São irónicos, secos e por vezes discretos.

Que Oxalá nos abençoe sempre


Saravá  .'.

Um diálogo entre Exu e Oxalá

Um diálogo entre Exu e Oxalá

            O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica. 
            Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Exu observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho.    
            _Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo...  Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.
            Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Exu observou cada canto daqueles arredores.  Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade.  Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos.  Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.
            Exu suspirou.
            _Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio.  Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.
            Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Exu ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:
            _Laroyê, Senhor Falante.
            Exu ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.
            _Èpa Bàbá – respondeu Exu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.
            _Noto que está pensativo, amigo Exu – falou Oxalá.   
            Exu respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:
            _Trabalhamos tanto...  e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.
            Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Exu, como que prevendo o que seria dito, continuou:
            _Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso.  É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado.  É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho.  Sou Exu, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.
            _Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Oxalá, apoiando-se em seu paxorô.
            Exu soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.
            _Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Exu – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens.  Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Cármica observo muita coisa.  Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada dos seres que habitam a Terra.  O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne.  Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.
            Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Exu o impediu de falar.
            _Ouça – disse Exu, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor.  E ambos ouviram o som que vinha da Terra.  O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância.  Exu deu outra gargalhada e disse:
            _Percebe?  Temos trabalho por muitos séculos ainda.
            _E isso não é bom? – perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Exu responder e continuou:
            _Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo.  Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.
            _Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Exu.
            _E você está, Senhor Falante? – tornou Oxalá.           
            Mais uma vez Exu gargalhou.
            _Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.
            _Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?
            _Eu conheço os caminhos – respondeu Exu um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas.  Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal.  Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei.  Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal. 
            _Pobres homens – repetiu Oxalá.
            _Pobres homens – concordou Exu – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal.  E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.
            _Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Oxalá, admirando o horizonte.
            _Sou justo, apenas isso – respondeu Exu.
            _Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? – tornou o maior dos orixás.
            Exu olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:
            _Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.
            _Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Exu?
            _Imaginei que soubesse disso – respondeu Exu, irônico como sempre.
            _Acho que sempre soube.  Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual.  Percebo que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações.  Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Exu – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam.  O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.
            Exu olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:
            _Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz.  Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida as trevas.  O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude.  Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.
            _Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Exu em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.
            Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:
            _Então, companheiro Exu, não temos porque lamentar.  A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar.  A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda.  Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada.  Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.
            Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra.  Exu levantou-se da sua pedra e pôs-se a caminhar montanha abaixo.
            _Aonde vai, Senhor Falante? – perguntou Oxalá, como se não soubesse.
            _Vou trabalhar, Senhor dos Orixás – respondeu Exu gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?
            Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido.  Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia.  Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores.