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terça-feira, 21 de junho de 2011

CONSCIÊNCIA RELIGIOSA UMBANDISTA

CONSCIÊNCIA RELIGIOSA UMBANDISTA!
Por  Antônio Bispo
Por que estudar UMBANDA?

Para aprender o que?

Para se entender sobre o que?

Penso que é para se entender que a UMBANDA É UM ORGANISMO VIVO e em franco
desenvolvimento.

E este organismo vivo, vive dentro de nós, UMBANDISTAS.

Estudar e entender sua história é reconhecer a nossa própria história, é saber e dizer de onde
viemos, por que viemos, e também vislumbrar um caminho por onde estamos indo. Pois já nos
perdemos outrora, pela falta de conhecimento e de reconhecimento dentro da sociedade. Eu creio
que estamos na fase da expansão da consciência religiosa UMBANDISTA, impulsionada por esta
nova forma de ensinar a Umbanda, adotada pelos Templos Escolas, e destes novos formadores,
que abrem cada vez mais o conhecimento aos novos UMBANDISTAS, como nós.

Nós, que adentramos recentemente nos trabalhos, não viemos apenas pelo AMOR OU PELA
DOR. Viemos pelo conhecimento, pela grande magia desta religião DIVINA!

Já não nos contentamos em fazer.
Queremos entender.
O conhecimento abre portas e janelas, e a mente expansiva do médium,
guiada pelos seus guias, se ilumina num arco íris divino
sem véus, criando uma nova era para a religião.

Uma era em que há o reconhecimento e o respeito,
pois fazemos parte da sociedade, e já não aceitamos viver a margem desta sociedade.
Todas as nossas praticas religiosas são justificáveis, mas não é errado apropriarmos as
nossas praticas ao bom convívio dentro desta sociedade da qual fazemos parte.

Faltou-nos em outros tempos a consciência de que fazemos parte de um todo e que devemos
cumprir e honrar a nossa cota de participação.

NO HINO UMBANDISTA DIZ:
“Avante filhos de fé, pois como a nossa lei não há!”

Qual é a nossa lei?

A nossa lei é a Lei de DEUS.

E é muito mais abrangente porque nos dá muito mais
responsabilidades, nos obriga ao exercício constante da fé e do amor incondicional, do respeito às
diferenças, do olhar fraterno às minorias, da humildade e do reconhecimento de si próprios, do
conhecimento, da transformação e da evolução.

Não aceito mais os termos pejorativos para comigo ou para com nossa religião, pois
reconheço minha essência divina. Quero exigir respeito aos meus direitos, más para isto devo ter
consciência de meus deveres.
É A NOSSA LEI.

Não compactuo com praticas que agridem minha consciência,
pois reconheço os fundamentos de minha religião, e estes são simples e abrangentes.

Entretanto hoje também aceito
os diferentes níveis de cada um e me reconheço em cada irmão movido pela ignorância, pois assim
também me entendo, apenas escolhi o caminho do conhecimento e da reflexão.

Estudar de uma forma ampla é procurar adquirir o conhecimento de algo.

Preparar, examinar, ponderar, amadurecer.

Observar cuidadosamente o fenômeno.

Dedicar-se à apreciação, análise e a compreensão.

Entender o organismo vivo que habita o templo
mediúnico (corpo do médium), é ter posse de sua certidão de nascimento, é apresentar seu RG a
quem questione sua identidade, é saber e reconhecer de fato o seu PAI a sua MÃE, seus irmãos e a
sua origem divina. Conhecendo nosso passado, construímos no presente.

E podemos olhar no horizonte um futuro promissor de respeito e reconhecimento
para a nossa religião...

Jornal Nacional de Umbanda – Ed. 14, Junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Cobrador

O Cobrador
( Autoria desconhecida )


Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada.
Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido.
Verificaram e descobriram, caído, um homem.
Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo ao coração.
O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.
Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.
Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse que conhecia seu agressor,
e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:
- Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade.
Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.
O mestre olhou fixo para o homem e disse:
- Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.
O homem ficou assustado e disse:
- Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!
- Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram?
O homem ficou confuso e o mestre concluiu:
- Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve.
E com certeza você vai pagar muito mais caro

A Fé na Umbanda

A Fé na Umbanda

Por Rubens Saraceni

A Umbanda é uma religião eminentemente espiritista e espiri­tualizadora. Portanto, a fé profes­sada pelos seus praticantes, médiuns em sua maioria, exige uma crença forte em Deus e na existência do mundo espiritual que interage o tempo todo com o plano material.
Analogicamente, podemos comparar a crença umbandista à do cristianismo, que tem em Deus o Criador Supremo (Olodumare ou Olorum) e em Jesus o seu maior mistério (sincretizado com Oxalá).
Mas, tal como no cristianismo há as coórtes de anjos, arcanjos, querubins, serafins, etc., na Um­banda há hierarquias de Orixás (Ogum, Xangô, Oxossi, Yemanjá, Oxum, etc.) que têm funções análogas, ainda que sejam enfocadas e cultuados segundo rituais próprios.
Para entender-se a fé na Umbanda é preciso mergulhar fundo em sua essência religiosa porque um umbandista convicto não é uma pessoa contemplativa e interage o tempo todo com o mundo espiritual e também com o universo divino, já que é em si um templo vivo e através do qual os Sagrados Orixás manifestam Suas vontades.
A fé, na Umbanda, é mais que uma questão de crença. É um verdadeiro ato de fé, pois um umbandista é o meio natural por onde a religião flui com intensidade e mostra-se em toda a sua grandeza e divindade, ainda que de forma simples e adaptável às condições do seu adepto.
A fé, na Umbanda, transcende e torna-se um estado de espírito através do qual são realizas as engiras ou sessões de atendimento das pessoas necessitadas de auxílio espiritual e de orientação doutrinária e religiosa.
Fé, na Umbanda é sinônimo de trabalho em prol do próximo, de evolução consciencial e transcendência espiritual para os seus adeptos e seus médiuns praticantes.
A fé é ensinada como a integração da pessoa ao seu Orixá Regente, que é sua ligação superior com Deus, com Oludumare, o Senhor do nosso destino e da nossa vida.
Crer em Deus e nos Seres Divinos manifestadores dos Seus Mistérios Sagrados é natural nos umbandistas e dispensa maiores esforços nesse sentido já que a mediunidade é o meio mais rápido de integração com Ele e Seus manifestadores, os Orixás.
A Umbanda é Sagrada porque é uma religião onde os mistérios de Deus têm uma feição humanitária e estão voltados para nossa evolução e nosso amparo espiritual, assim como de todas as pessoas que freqüentam seus templos, também denominados de tendas.
Cremos em um Criador Supremo; cremos na existência das hierarquias divinas; cremos na manifestação dos Sagrados Orixás através da incorporação de suas vibrações mentais; cremos na existência do mundo espiritual; cremos na interação deste mundo superior com o nosso mundo material.
Enfim, a fé, na Umbanda Sagrada é mais que uma questão de crença, é um estado de espírito e é muito mais que o ato de crer em Deus, é o ato de realizar-se Nele enquanto seres espi­rituais gerados por Ele, o Senhor Olorum, o nosso Divino Criador.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Preparo & Formação Teologica

Preparo e Formação Teológica do
Sacerdote de Umbanda Sagrada
Por Rubens Saraceni

Todo sacerdote precisa receber uma preparação muito boa para que possa exercer com sabedoria todas as múltiplas funções que este cargo religioso exige.
É certo que toda as religiões, em seus inícios, não tenham toda uma teologia á disposição daqueles que aderem a elas e assumem posições de destaque, comando ou liderança sacerdotal.
Com a religião Umbandista não seria diferente, pois além de nova, ainda está na sua fase de implantação. fase esta que ainda é experimental mas que permitirá que uma linha de pensamento se delineie naturalmente e torne-se predominantemente em sua doutrina religiosa.
Mas esse experimentalismo não desobriga o sacerdote umbandista de uma boa formação, com a qual poderá exercer suas funções e discutir sua religião com sabedoria e com conhecimentos fundamentais acerca do seu universo religioso.
Nós sabemos que a Umbanda é uma religião espírita na qual a voz de comendo e a última palavra é dada pelos mentores espirituais e pelos guias-chefes dos médiuns. Fato este que tem sido de grande valia para a manutenção dos seus templos e para que as sessões ocorram de forma ordenada.
Mas, e por isto mesmo, é imperioso que todo sacerdote Umbandista desenvolva uma consciência voltada para aprendizado permanente. Fato este que beneficiará a religião como um todo, pois permitirá um aprimoramento ritualístico e uma renovação dos conceitos subtraídos de fontes religiosas não Umbandistas, mas incorporadas para suprir as lacunas conceituais, filosóficas e teológicas ainda existentes. Com algumas até gritantes porque o descaso com a formação teológica dos seus sacerdotes tem vulnerabilizado até práticas comezinhas, tais como: batismo, ma trimônio e funerais, durante os quais uma boa parte dos Umbandistas ainda recorrem a sacerdotes de outras religiões.
Nós sabemos que toda religião, em seu início, ainda é difusa e padece de ritos unânimes entre seus adeptos. Fato este que faz com que em certos casos ou situações seus seguidores recorram aos sacerdotes de suas antigas religiões ou com alguma outra a qual tenha identificação e tenha parentes ou amigos dentro dela.
Por isso é imperioso que envidemos todos os esforços necessários para, num curto tempo, suprirmos as lacunas ainda existentes dentro da nossa religião.
Conceitos filosóficos, teológicos e doutrinários mais profundos, só surgirão com o amadurecimento da própria religião. Mas isto não significa que devemos ficar de braços cruzados e a espera de que alguém venha com tudo pronto porque isto não acontecerá.
Sim. Só quando todos os Umbandistas desenvolverem uma consciência religiosa verdadeiramente de Umbanda e totalmente calcada em conceitos próprios é que um pensamento filosófico, teológico e doutrinário muito bem delineado surgirá e se imporá em todas as correntes mediúnicas que formam essa maravilhosa religião espírita fundamentada na existência de um Deus único e na sua manifestação através de suas divindades (os Sagrados Orixás ou Tronos de Deus).
Devemos incorporar conceitos cujos valores sejam universais e estejam presentes na vida e no dia a dia dos Umbandistas. Assim como, devemos refutar conceitos parcialistas ou dogmáticos que tolham o aperfeiçoamento de nossas práticas e sobrecarreguem a vida e o dia a dia dos Umbandistas, afastando-os dos templos ou impedindo-os de manifestarem livremente suas religiosidades e suas preferências conceituais.
Saibam que os conceitos universais sempre foram incorporados pelas religiões nascentes, que recorrem a ele até que elas mesmas desenvolvam seus conceitos religiosos universalizadores de suas doutrinas, ritos e práticas.

sábado, 4 de junho de 2011


UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO! Fé!

O mundo ainda duvida de Jesus!


Depois do haitiano que ficou 27 dias nos escombros e disse que uma
pessoa lhe deu água, veja a notícia interessante que vem ao nosso
conhecimento.


UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO
Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê nascido há poucos dias e uma filha de 8 anos de idade.
As crianças foram enterradas vivas! Ele então disse à polícia que um
tio havia matado as crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da
família morreu.
Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia!  E vivas!
O país ficou em choque e o homem será executado... Perguntaram à menina de 8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela disse:
"Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".
Ela foi entrevistada no Egito numa TV nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto. Ela disse na TV pública,
'Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!'
Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi crucificado e que Ele está vivo!
Também ficou claro que a criança não seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.
Os líderes muçulmanos terão muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme 'Paixão de Cristo' não os ajuda!
Como o Egito está bem no centro da media e da educação do Oriente Médio, você pode ter a certeza de que essa história vai se espalhar rapidamente.
Jesus Cristo ainda está deixando o mundo de pernas pro ar!
Por favor espalhe esta história por todos os lugares. 'O Senhor diz, 'Abençoarei a pessoa que colocar Sua confiança em mim''
(Jeremias 17).
De que adianta um homem ganhar o mundo inteiro, se perde a sua alma.

(Lucas 9:25)



Passe essa mensagem adiante, se acha que ela tem algum mérito.
Bom... agora faça o que seu coração mandar!!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Se há amor, não há apego

O apego, a qualquer coisa que seja, demonstra desconfiança.
Se você ama uma mulher ou um homem e se apega, isso só mostra que não confia.
Se você ama uma mulher e pergunta:

"Amanhã você ainda me amará ou não?",

é porque não confia.
Se você vai ao cartório para se casar, é porque não confia.
Confia mais no cartório, na polícia, na lei do que no amor.
Se essa mulher ou esse homem tentar enganá-lo amanhã, ou deixá-lo na mão,
você poderá obter apoio da justiça ou da polícia, e a lei estará do seu lado, e toda a sociedade o apoiará.
Você está tomando providências porque tem medo.
Mas, se ama de verdade, o amor basta, é mais que suficiente.
Quem liga para o amanhã? Mas, no fundo, há dúvida.
Mesmo quando você acha que está apaixonado, a dúvida continua.
Dizem que, quando Jesus ressuscitou após a crucificação,
 primeira pessoa que o viu vivo foi Maria Madalena.
Ela o amava imensamente. Correu em direção a ele.
 Novo Testamento narra que Jesus disse: "Não me toque".
Tenho minhas desconfianças de que ele realmente tenha dito isso.
Não parece certo. Alguma coisa está errada aí.
Claro que o papa pode dizer:
"Não me toque", mas Jesus... é quase impossível.
Por isso , tentei pesquisar o original.
No texto original em grego, a palavra pode significar tocar ou apegar-se.
Encontrei a chave. Jesus disse:
"Não se apegue a mim", mas os tradutores interpretaram como "Não me toque".
O intérprete usou a própria mente para a tradução.
Jesus deve ter dito "Não se apegue a mim", porque, se existe confiança, não há apego;
se há amor, não há apego.
Você simplesmente partilha, sem se apegar; partilha em profundo relaxamento.
Autor: Osho, em "A Música Mais Antiga do Universo